Representatividade: Anamatra acompanha a abertura da Conferência Internacional "Mulheres que Movem a Justiça"

Fotos: Anamatra

Entidade esteve representada pela diretora Patrícia Sant’Anna

A diretora de Prerrogativas e Assuntos Jurídicos da Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Patrícia Sant’Anna, acompanhou, nesta quarta (4/11), a abertura da Conferência Internacional "Mulheres que Movem a Justiça", promovida pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com o Ministério das Mulheres.

Também estiveram presentes as presidentes da Associação Nacional dos Procuradores e das Procuradoras do Trabalho (ANPT) e da Associação Brasileira da Advocacia Trabalhista (Abrat), respectivamente, Adriana Augusta de Moura Souza e Elise Correia.

Entre as autoridades que integraram a mesa de abertura estiveram a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, pela ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge, primeira mulher a chefiar a instituição; o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; a conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Kátia Arruda; a secretária-geral do CNJ, Clara Mota; e a procuradora-geral federal da Advocacia-Geral da União (AGU), Adriana Venturini, entre outras. Também participou da mesa, de forma virtual, a ativista Maria da Penha.

Ao se pronunciar, a Kátia Arruda criticou a baixa representatividade feminina em posições de poder, apesar de serem altamente qualificadas para tanto. Segundo a ministra, o motivo para tal problema são as barreiras visíveis e invisíveis que as mulheres precisam superar para alcançar seus objetivos profissionais.

Na visão da conselheira, a luta pela equidade de gênero não é um favor ou concessão, mas um imperativo constitucional. “Quando garantimos mulheres nos espaços de decisão, nós também trazemos uma interpretação constitucional das nossas vivências, vulnerabilidades e discriminações. Trazemos a sensibilidade para o trabalho decente, trazemos a força e a firmeza para lutarmos contra o assédio e contra a precarização”, alertou a ministra, que conclamou a todas e todos a defenderem a Justiça do Trabalho das contínuas ameaças que vem sofrendo ao longo dos anos.

Sobre o evento
A Conferência Internacional "Mulheres que Movem a Justiça" seguirá até sexta (6/11), debatendo o fortalecimento das políticas públicas de acesso à justiça para mulheres, sobretudo nas perspectivas da segurança pública, economia, trabalho e emprego, tecnologia, meio ambiente, cultura e bem-viver.

O objetivo é consolidar o evento como um marco no diálogo, na difusão de boas práticas e na formulação de recomendações voltadas ao aperfeiçoamento dos sistemas de justiça, da promoção dos direitos humanos e do fortalecimento da democracia pela vida das mulheres.

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