Cerimônia ocorreu nesta quarta (28/10), em Brasília, com premiação nas categorias Cidadã e Imprensa, e o Prêmio Destaque “Gênero, Raça e Diversidade”
A Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) realizou, nesta quarta (28/10), no Auditório do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), em Brasília (DF), a cerimônia de entrega do Prêmio Anamatra de Direitos Humanos 2026.
Na abertura da solenidade, o presidente da Anamatra, Valter Souza Pugliesi, destacou a trajetória do Prêmio e a contribuição das iniciativas reconhecidas para a promoção da dignidade humana e a defesa dos direitos fundamentais. “Para a Anamatra, reconhecer essas iniciativas significa reafirmar uma convicção que orienta a nossa atuação institucional: os direitos humanos não são apenas princípios inscritos em documentos e normas. São compromissos que precisam se traduzir em oportunidades, proteção, respeito e condições dignas de vida para todas as pessoas”, afirmou.
Pugliesi também ressaltou a qualidade dos trabalhos inscritos e agradeceu à Comissão Julgadora e ao júri responsável pela escolha dos vencedores. “Por trás de cada projeto, há pessoas que escolheram não permanecer indiferentes diante das desigualdades, das violações de direitos e das injustiças que ainda marcam o nosso cotidiano”, declarou.
A diretora de Cidadania e Direitos Humanos da Anamatra, Roberta Santos, destacou o recorde de 198 inscrições na 12ª edição e a contribuição da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) para a divulgação do Prêmio.
Sobre a categoria Imprensa, ressaltou o papel do jornalismo na conscientização da sociedade sobre os direitos trabalhistas e na exposição dos desafios das relações de trabalho. “No centro de qualquer notícia sobre trabalho, há sempre pessoas. São elas que precisam permanecer no centro da história”, afirmou.
Roberta Santos também mencionou as 39 iniciativas inscritas na categoria Cidadã e a contribuição do Prêmio Destaque “Gênero, Raça e Diversidade” para o enfrentamento das desigualdades e discriminações. “Não há trabalho digno onde a diferença é ferramenta de hierarquia. A diferença precisa ser acolhida, respeitada e celebrada”, declarou. A magistrada reforçou ainda a relação entre trabalho e dignidade humana: “Trabalho é sustento. Trabalho é identidade. Trabalho é pertencimento. Trabalho é vida. E toda vida merece ser vivida com dignidade”.
Representando o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), anfitrião do evento, o procurador-geral de Justiça, Antonio Marcos Dezan , ressaltou a relação entre trabalho, cidadania e justiça social. “Defender a dignidade da pessoa, fundamento da nossa Constituição, é valor que deve orientar permanentemente a atuação de todas as instituições comprometidas com a justiça. O trabalho não representa apenas um meio de subsistência, é também instrumento de realização pessoal, inclusão social, cidadania e construção de uma sociedade mais justa”, declarou.
A gerente nacional de Atendimento Jurídico Trabalhista da Caixa, Débora Couto Santos, destacou a contribuição do Prêmio para dar visibilidade a projetos de promoção e defesa dos direitos humanos nas relações de trabalho. “Ao dar visibilidade a projetos e ações concretas de promoção e defesa dos direitos humanos nas relações de trabalho, a Anamatra contribui para fortalecer a cultura de respeito, dignidade, inclusão e justiça social. E faz isso de uma maneira muito especial, reconhecendo aqueles que não se limitam a identificar os problemas, mas que se mobilizam para construir soluções”.
Vencedores da 12ª edição
Na categoria Cidadã, o prêmio foi concedido ao Projeto Ação Integrada: Resgatando a Cidadania, da Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro.Na categoria Imprensa, foram premiados:
• Jornalismo escrito: Trabalho infantil nas indústria tech , de Isabel Harari, da Repórter Brasil.
• Jornalismo de vídeo: Mete marcha, de Rodrigo Freitas, do Metrópoles.
• Jornalismo de áudio: 15 perguntas vida real sobre o fim da 6x1, de Gabriela Mayer, do podcast Café da Manhã, da Folha de S.Paulo.
• Fotojornalismo: Os desabrigados da humanidade, de Fabio Teixeira, da Plataforma 9.
O Prêmio Destaque “Gênero, Raça e Diversidade” foi concedido ao trabalho Cotas Trans no Sistema de Justiça, do Instituto Nacional de Juristas e Trabalhadores Trans do Sistema de Justiça (Intrajus).
A Comissão Julgadora também concedeu menções honrosas a três iniciativas: a reportagem Fazenda Volkswagen, de Diego Junqueira, da Repórter Brasil; o projeto Semana do Orgulho LGBTQIAPN+ do TCEMG, do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais; e o projeto Alvorada – II Ciclo, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
Os vencedores receberam R$ 10 mil e troféu. Os autores e iniciativas reconhecidas com menção honrosa receberam certificados de participação.
A 12ª edição do Prêmio Anamatra de Direitos Humanos contou com o patrocínio da Caixa e da Ipiranga e o apoio institucional da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

