Em sessão especial, lideranças destacam a trajetória da entidade e sua preparação para os desafios das novas relações de trabalho
“Ao olharmos para o passado, vemos uma instituição que sempre esteve presente nos debates nacionais relacionados ao mundo do trabalho. Ao olharmos para o futuro, vemos uma entidade preparada para enfrentar novos desafios sem abrir mão dos valores que orientaram a sua criação”.
A declaração é do presidente da Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Valter Pugliesi, durante a Sessão Especial do Senado Federal destinada a celebrar os 50 anos da Anamatra, realizada nesta segunda (13/7), com a presença de juízas(es) do Trabalho de todas as regiões do Brasil, dirigentes da Anamatra e das Amatras, ex-presidentes da Associação, parlamentares e representantes da sociedade civil.
Em seu discurso, Pugliesi elencou as principais ações da Anamatra ao longo dos últimos 50 anos, em diferentes frentes, não se limitando aos interesses da categoria. “A Justiça do Trabalho não se limita à solução de conflitos, mas também se realiza na prevenção, na educação, na promoção dos direitos humanos e na construção de uma cultura de respeito ao trabalho digno e decente”, apontou.
Mesa de honra
A mesa de honra foi presidida pelo senador Laércio Oliveira (PP/SE), sendo composta pelo presidente Valter Pugliesi, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Vieira de Mello Filho; o Procurador Regional do Trabalho Ângelo Fabiano Farias da Costa; o ex-ministro do TST e um dos fundadores da Anamatra, Horácio de Sena Pires; e a presidente da Anamatra no biênio 1997/1999, Beatriz de Lima Pereira.
Ao Abrir a sessão, o senador Laércio Oliveira parabenizou a Anamatra pelos 50 anos e agradeceu pelo trabalho propositivo e contributivo no âmbito do Parlamento. “A valiosa interlocução da Anamatra com o Congresso Nacional permite que o processo legislativo conte com a experiência prática de magistradas e de magistrados especializados nas relações de trabalho”, avaliou.
Autor do requerimento que viabilizou a sessão, o senador Paulo Paim (PT/SP) ressaltou a contribuição histórica da Anamatra na defesa da Justiça do Trabalho, desde a Assembleia Constituinte até o enfrentamento dos ataques à instituição e aos direitos trabalhistas. “Que essa trajetória de 50 anos seja apenas o início de uma caminhada ainda mais firme, rumo a um Brasil mais justo, mais humano e mais igualitário. Parabéns, Anamatra!”, afirmou.
Atuação firme
Para o ministro Vieira de Mello, a Anamatra desempenha papel essencial na defesa da Justiça do Trabalho e dos direitos trabalhistas, com atuação marcante em momentos decisivos, como as reformas do Judiciário e Trabalhista, além da formação de magistradas e magistrados e da promoção de temas sociais. “Tudo isso somente é possível porque a Anamatra soube construir uma verdadeira comunidade institucional, congregando as Amatras de todas as regiões do país em torno de objetivos comuns”, afirmou.
Na mesma linha, o procurador Ângelo Fabiano Farias da Costa, que foi presidente da ANPT, relembrou a parceria entre as entidades, experiências que demonstraram a ele a verdadeira identidade da entidade. “É uma associação que, a par de representar também os interesses e dar voz institucional aos magistrados e magistradas trabalhistas, defende, acima de tudo, a melhoria da vida dos brasileiros”, disse.
Representação efetiva
Representando as(os) ex-presidentes da Anamatra, a juíza Beatriz Lima, que esteve à frente da Associação no biênio 1997/1199, ressaltou o papel da Anamatra ao possibilitar uma luta direcionada aos interesses da Justiça do Trabalho. “Com a criação da Anamatra passamos a defender, sem a interferência dos demais segmentos, a nossa própria pauta, marcada especialmente pela defesa do Direito do Trabalho e da Justiça do Trabalho”.
Entidade preparada para os desafios futuros
Um dos fundadores da Anamatra, o ex-ministro do TST, Horário de Sena Pires, revisitou a trajetória da entidade, reafirmando os valores que inspiraram sua criação em 1976. Ao destacar as lutas travadas em defesa do Direito e da Justiça do Trabalho, da Magistratura trabalhista, da cidadania e da democracia, o magistrado ressaltou que os desafios permanecem atuais, conclamando as novas gerações a preservarem esse legado. “A luta continua. É de ontem e de hoje”, asseverou.
Defesa da Justiça do Trabalho
Já a deputada federal Erika Kokay (PT/DF) enfatizou a Anamatra enquanto defensora dos direitos humanos e alertou para a necessidade de proteção e valorização da justiça trabalhista e sua competência. “Nós sabemos a importância dessa Associação Nacional e a importância da Justiça do Trabalho, que precisa ser fortalecida todos os dias. Não ousem limitar a atuação da Justiça do Trabalho”, afirmou.
Homenagens
Ao final da sessão, foram entregues medalhas comemorativas aos integrantes da mesa de honra e às(aos) ex-presidentes da Anamatra presentes, como forma de reconhecimento à atuação contínua da entidade nos diversos momentos históricos vividos pelo país.

