“Esvaziar o papel da Justiça do Trabalho compromete direitos sociais”, alerta Anamatra em audiência na Câmara dos Deputados

Vice-presidente da entidade critica fragmentação de julgamentos e defende competência da Justiça do Trabalho

A defesa da competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar litígios envolvendo a prática da “pejotização” foi o foco da participação do vice-presidente da Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Marco Aurélio Treviso, em audiência pública realizada nesta terça-feira (28/4), na Câmara dos Deputados.

Durante sua intervenção, o dirigente ressaltou que, à luz da Emenda Constitucional nº 45/2004, a competência da Justiça do Trabalho foi ampliada, consolidando o entendimento de que a atuação da Justiça Comum possui caráter residual.

O vice-presidente criticou a possibilidade de fragmentação dessas demandas entre diferentes ramos do Poder Judiciário. “Não é adequado que uma mesma controvérsia seja apreciada por ramos distintos do Poder Judiciário, pois isso apenas retarda a entrega da prestação judicial”, afirmou.

O dirigente ressaltou, ainda, que debates sobre aspectos tributários, arrecadatórios e sobre os direitos da classe trabalhadora dependem da preservação do papel da Justiça do Trabalho.

Para a Anamatra, o tema exige atenção permanente, diante dos impactos sobre a efetividade dos direitos sociais, a sustentabilidade do sistema de proteção ao trabalho e a valorização da Magistratura do Trabalho.

Também esteve presente à audiência o juiz Marcelo Rodrigo Carniato, membro do Conselho Fiscal da Anamatra e presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 13ª Região (Amatra 13/PB).

Assista à integra da participação do vice-presidente.

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Dr. Marco Aurélio Marsiglia Treviso
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