Associação foi representada pelas magistradas Roberta Santos e Patrícia Sant’Anna
As diretoras da Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Roberta Santos e Patrícia Sant’Anna, participaram, nessa quarta-feira (4/2), da primeira reunião ordinária de 2026 da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), realizada de forma telepresencial.
Representando a Anamatra, Roberta Santos, diretora de Cidadania e Direitos Humanos, e Patrícia Sant’Anna, diretora de Prerrogativas e Assuntos Jurídicos, acompanharam os debates sobre temas estratégicos relacionados às políticas públicas de enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo no país.
Entre os destaques da reunião telepresencial esteve debate sobre a fiscalização do trabalho em virtude de paralisação de auditores-fiscais, com a criação de um Observatório da Conatrae. O objetivo é acompanhar as condições de trabalho desses profissionais para as operações de combate ao trabalho escravo.
A reunião também contou com a apresentação do Projeto Tapajós, iniciativa que tem como objetivo identificar a prevalência de tráfico de pessoas e trabalho escravo no setor do garimpo de ouro, na bacia do rio Tapajós, no Pará. O projeto prevê a implementação de intervenções baseadas em evidências para a prevenção e a redução dessas violações de direitos humanos na região.
Anamatra na Conatrae
A Anamatra integra a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo desde 2020 e, no último dia 28 de janeiro, foi reconduzida como representante da sociedade civil no colegiado.
Criada em 2003 e atualmente vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a Conatrae tem como finalidade coordenar e avaliar a implementação das ações previstas no Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, além de acompanhar a tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional e fomentar estudos e pesquisas sobre o tema.

