4º Encontro de Lideranças Associativas debate desafios para a equidade de gênero

Anamatra

Encontro marca aprovação da “Carta Aberta por Mulheres da Carreira Trabalhista e Negra no Supremo Tribunal Federal”

Debater os desafios para a equidade de gênero no âmbito associativo e no Poder Judiciário. Esse foi o objetivo do 4º Encontro das Lideranças Associativas, promovido, na tarde dessa sexta (17/3), pela Comissão Anamatra Mulheres. O evento telepresencial reuniu dezenas magistradas associadas, indicadas pelas 24 Amatras, além de Presidentes de Amatras, diretoras da Associação Nacional e integrantes da Comissão.

O encontro contou com saudação do presidente da Anamatra, Luiz Colussi, que ressaltou a importância do trabalho da Comissão Anamatra Mulheres e dos avanços obtidos desde a criação do grupo, no biênio 2017/2019, a exemplo da edição de Resolução do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, documento que contou com a colaboração da Comissão. “As mulheres estão muito bem representadas pela Comissão Anamatra Mulheres. Deixo aqui o meu reconhecimento pelo trabalho de vocês, que valorizam a nossa Magistratura e sabem buscar o seu espaço”.

Coube à juíza Patrícia Sant’Anna, presidente da Comissão Anamatra Mulheres e diretora de Comunicação da Anamatra, a coordenação dos trabalhos do Encontro. Em sua fala, falou dos objetivos da Comissão Anamatra Mulheres, entre outros, de desenvolver, de maneira institucionalizada, ações voltadas às questões de discriminação e gênero que envolvam magistradas do trabalho.

A dirigente também falou da necessidade da efetiva participação feminina no Poder Judiciário Trabalhista: segundo relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as mulheres magistradas, em 2018, representavam 50,5% na Justiça do Trabalho, sendo o mais elevado percentual em todo o Poder Judiciário.

“Está intimamente relacionada com a reduzida participação feminina no Poder Judiciário Trabalho, a violência que sofremos diariamente no nosso ambiente de trabalho, aquela que percebemos e a que não identificamos também”, alertou Sant’Anna.

Debates e oficinas
O 4º Encontro trouxe como palestrante a Dra. Maria Celeste Simões Marques, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que falou sobre a as percepções sobre violência, mulher e trabalho, e da psicóloga Clélia Prestes, com o tema “O lugar da resistência à violência enquanto produção de saúde”. As palestras tiveram a mediação da presidente da Anamatra Mulheres, Patrícia Sant'Anna, e da vice-presidente da Anamatra, Viviane Leite. 

O evento também contou com oficinas com temáticas relacionadas às questões de gênero: “manterrupgting”, “appropriating”, “mansplaining” e “gaslighting”, coordenadas pelas magistradas integrantes da Comissão Anamatra Mulheres Bárbara Ferrito (Amatra 1/RJ), Natália Rodrigues (Amatra 10/DF e TO), Lisandra Lopes (Amatra 21/RN), Vanessa Sanches (Amatra 9/PR), Adriana Kunrath (Amatra 4/RS), Patrícia Sant’Anna (Amatra 12/SC) e Elinay Ferreira (Amatra 8 (PA e AP).

Carta aberta
O encerramento do 4º Encontro foi marcado pela aprovação da “Carta Aberta por Mulheres da Carreira Trabalhista e Negra no Supremo Tribunal Federal”. O documento será entregue ao presidente da República e outras autoridades públicas defende a necessidade da paridade de gênero e raça na Corte.

“A diversidade racial e gênero deve ser defendida não só como uma questão objetiva e de representação no âmbito do Supremo Tribunal Federal, mas para, principalmente, em termos qualitativos, promover a ampliação da interpretação da Constituição Cidadã e dos direitos fundamentais e sociais, a fim de fortalecer a democracia brasileira”, destaca o documento.

Clique aqui para acessar a íntegra do documento e aderir à Carta. 


Clique aqui e confira as fotos do Encontro.

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