Anamatra divulga nota de pesar pelo falecimento do juiz do Trabalho Amauri Vieira Barbosa

Amauri Vieira Barbosa era juiz titular da Vara do Trabalho de Cajuru (15ª Região )

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho -Anamatra manifesta seu profundo pesar pelo passamento de magistrado Amauri Vieira Barbosa, juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (SP) e seu associado há mais de vinte anos. .

A Associação também se solidariza, neste momento de infortúnio, com os familiares, amigos e colegas do juiz Amauri, externando seu lamento por tão dolorosa, traumática e inesperada perda.

Brasília, 4 de janeiro de 2019.

Guilherme Guimarães Feliciano
Presidente da Anamatra

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A Amatra 15 (Campinas e Região) também divulgou nota de pesar e homenageou o magistrado, em texto escrito pelo juiz João Baptista Cilli Filho, titular da 3ª Vara de Trabalho de Araraquara (SP). Confira abaixo: 

Nota de pesar pelo falecimento do juiz Amauri Vieira Barbosa 

A ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO – AMATRA XV vem a público manifestar seu pesar pelo falecimento do associado, Juiz Titular da Vara do Trabalho de Cajuru/SP, Doutor Amauri Vieira Barbosa, ocorrido no dia 03 de janeiro de 2019.

Amauri Vieira Barbosa iniciou sua carreira no TRT-15 aprovado no VI Concurso da Magistratura em 1995, foi empossado como Juiz Titular de Vara em 10 de janeiro de 2000, tornando-se titular da Vara de Cajuru em 21 de janeiro de 2002.

Na memória dos que conviveram com ele sobrará a ideia de quem poderia divergir sempre, um homem crítico, um homem sempre atento, mas um homem cheio de galhardia que poderia ser o maior dos contendores verbais, mas não cultivou inimizades, não sobreviveu a sua educação e bom humor nenhum adversário.

Amauri era um encantado pelo futebol, mas transformava esse aspecto da cultura brasileira em uma verdadeira festividade de riso e de análises, tanto técnicas quantos sociológicas, transformando o pequeno e inútil dos mais importantes assuntos, em uma relevante questão da cultura brasileira.

Amauri era um magistrado humanista, capaz de inserir numa inspeção judicial o toque genial de quem transformava Rajão, um cachorro, em um verdadeiro elo de ligação entre um empregado e um empregador resistente que, afinal, chegaram a conciliação.

Hoje encantou-se, mas deixou a todos nós que conviveram com ele o encantamento de saber que, para ser magistrado, não há nenhuma necessidade de abandonar a suavidade e a cortesia.

A AMATRA XV lamenta profundamente o falecimento de um grande magistrado e amigo, prestamos aqui nossa sincera homenagem pelas suas inestimáveis realizações em sua trajetória e oferecemos o apoio aos seus familiares, amigos, jurisdicionados e servidores para um pouco de conforto nesse momento difícil.

Marcus Menezes Barberino Mendes
Vice-Presidente da AMATRA XV

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Homenagem ao juiz Amauri Vieira Barbosa

Amauri Charrua, o Barbosinha, Amauri da XL, Amauri Companheiro, Amauri de Itararé, Amauri do Bocajuruniors, da Feijoíssima, bancário, tricolor, cronista, dos livros, amante da tradição ferroviária, Amauri da Daninha,  o pai do Henrique, e até Amauri "João Cilli", numa das anedotas concretas que criou em um dos desconfortos da vida.

Um comunista anárquico democrático, um mexicano revolucionário de espírito, radical, com toda exaltação que essa palavra merece, forjado em autenticidade.

 Sabia valorizar uma amizade, opondo-se, provocando. Vários telefonemas, de oitivas longas, deixando claro que "admirava discordando".

Parceiro de ironias. E como sinto falta de mais gente assim! Parceiro de jornadas botequeiras, pelas paradas da Alta Mogiana. Parceiro de devaneios.

Esteve presente nas bodas de ouro, na comenda e na partida de meu pai.

Um defensor do Direito do Trabalho, tão necessário por esses dias.

Amauri, demasiadamente humano, como a certeza da partida, mas não sem memórias.

Vai, Amauri, "vai ser gauche na vida" e, quem sabe, além dela.



João Baptista Cilli Filho 

Juiz titular da 3ª Vara do Trabalho de Araraquara/SP

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