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No Brasil
A base da JT
A partir da Revolução
de 1930, o processo de criação de uma
justiça especializada para resolver as questões
é acelerado. Inicia-se o que o ministro Mozart
Victor Russomano classifica de fase contemporânea
do Direito do Trabalho no Brasil. No mesmo ano foi criado
o Ministério do Trabalho.
Em 1931, o Conselho Nacional do Trabalho,
agora vinculado ao novo Ministério, passou a
ter competência para opinar em matéria
contenciosa, ou seja, em que há divergência
entre as partes interessadas, e consultiva. Em 1934,
o Conselho passa a ter competência para julgar.
Era composto por 18 membros, escolhidos livremente pelo
Presidente da República: quatro representantes
de empregados, quatro de empregadores, quatro do Ministério
do Trabalho, e seis técnicos em seguro social.
Em 1932, o Governo Provisório,
chefiado por Getúlio Vargas, criou dois organismos
destinados a solucionar conflitos trabalhistas: as Comissões
Mistas de Conciliação e as Juntas de Conciliação
e Julgamento (JCJs).
As Comissões tratavam de divergências
coletivas, relativas a categorias profissionais e econômicas.
Eram órgãos de conciliação,
não de julgamento. Se as partes não conciliassem,
era proposta a solução do conflito por
meio de arbitragem ou o caso era encaminhado ao Ministério
do Trabalho. Foram instaladas apenas 38 Comissões
e sua atuação foi irrelevante por não
poderem impor suas decisões.
As JCJs eram órgãos administrativos,
que podiam impor a solução às partes.
Só não podiam executá-las, o que
era feito por intermédio dos procuradores do
Departamento Nacional do Trabalho (DNT). Eram uma instância
única, mas havia possibilidade de o Ministério
do Trabalho mandar subir o caso para exame. Na fase
de execução, sempre era possível
que a matéria acabasse sendo rediscutida na Justiça
Comum. As JCJs eram presididas por um advogado, magistrado
ou funcionário nomeado pelo Ministro do Trabalho,
e por dois vogais, nomeados pelo diretor-geral do DNT
entre os nomes propostos pelos sindicatos, um representando
os empregados, outro os empregadores.
Com isso estavam lançadas as
bases da futura Justiça do Trabalho.
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