| A Anamatra foi fundada em 28 de setembro
de 1976, em São Paulo, durante o Congresso do Instituto
Latino Americano de Direito do Trabalho e Previdência
Social.
Na
ocasião, os presidentes das Associações
de Magistrados do Trabalho da 1.ª Região (Rio
de Janeiro), juiz Paulo Cardoso Mello Silva; da 2.ª Região
(São Paulo), juiz Aluysio Mendonça Sampaio;
da 4.ª Região (Rio Grande do Sul), juiz Ronaldo
José Lopes Leal; e da 6.ª Região
(Pernambuco), juiz José Ajuricaba da Costa e Silva,
decidiram criar uma entidade de âmbito nacional, "com
a finalidade de congregar os juízes do trabalho do
país em torno de seus objetivos e interesses comuns".
Além destes, também são considerados
fundadores da Anamatra diversos juízes que participavam
do Congresso, entre os quais destacam-se os professores Coqueijo
Costa, Mozart Victor Russomano e José Luiz Ferreira
Prunes. Leia
a ata de fundação da Anamatra.
Os
presidentes das entidades fundadoras passaram a integrar comissão
provisória, destinada a elaborar um projeto de estatuto
que fixaria, entre outras regras, aquelas relacionadas com
o processo de escolha dos dirigentes. Foi decidido que a sede
da entidade seria no domicílio do seu presidente, situação
que permaneceu por quase 20 anos. Somente em 1993, sob a presidência
do juiz Ivanildo
da Cunha Andrade, a sede da Anamatra foi
fixada definitivamente em Brasília.
Em
virtude do conturbado período político no qual
o Brasil se encontrava - ainda estava vigente o Ato
Institucional nº 5 - os primeiros anos da Anamatra
foram tempos difíceis e tempestuosos. Época
na qual os juízes não eram vitalícios,
correndo o risco de sofrer acusações que resultariam
em uma "aposentadoria" ou "cassação",
com suspensão dos direitos políticos e perda
do cargo. Fato que realmente ocorreu com vários membros
do Ministério Público, juízes e desembargadores.
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